Cigarro mata até quem não fuma

Define-se como fumante passivo aquele indivíduo que não fuma, mas convive com fumantes em ambientes fechados, inalando a fumaça dos derivados do tabaco que é também denominada poluição tabagística ambiental.

O tabagismo passivo é a 3ª maior causa de morte evitável no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o fumo passivo mata 603 mil pessoas anualmente em 192 países e no Brasil mata 7,5 mil brasileiros por ano e, dessas vítimas, quase 40% são crianças.

O ar poluído do ambiente onde exista um fumante ativo, contem, em média, três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono, e até cinquenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro.

As consequências da exposição à fumaça do cigarro em ambientes fechados podem ser devastadoras e cito aqui alguns exemplos.

a)    Nos adultos não fumantes há um risco 30% maior de câncer de pulmão e 24% maior de infarto do coração do que nos não fumantes que não se expõem. Além disso, pode ocorrer irritação nos olhos, tosse, cefaleia, aumento de problemas alérgicos, principalmente das vias respiratórias e aumento de problemas cardíacos, principalmente elevação da pressão arterial e angina (dor no peito). A médio e longo prazo pode ainda causar redução da capacidade funcional respiratória e aumento do risco de ter aterosclerose.

b)    Nas crianças aumenta o risco de doenças respiratórias como pneumonias e bronquites, assim como maior frequência de resfriados e infecções do ouvido médio.

c)    Nos bebês há um risco cinco vezes maior de morrerem subitamente sem causa aparente e maior risco de doenças pulmonares até um ano de idade e esse risco é proporcional ao número de fumantes em casa.

Atualmente, alguns estados e municípios brasileiros já entenderam a importância da adoção de ambientes totalmente livres da fumaça do tabaco e aprovaram legislações próprias, aperfeiçoando a Lei Federal 9.294/96, porém, ainda há a falta de conscientização e respeito dentro dos próprios lares, onde os fumantes ativos, já que não conseguem se auto preservar, dificilmente pensam na preservação da saúde de quem está ao seu lado.

Texto: Profa. e Personal Trainer Paula Cavalcante
São Paulo

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