Atividade física melhora o corpo, a cabeça e o bolso.

Já está mais que comprovado que a atividade física, além de aumentar o condicionamento físico, tem papel importante na prevenção de doenças crônicas e redução do risco de doenças cardiovasculares e de alguns tipos de câncer, como os de mama e cólon.
No entanto, além de todos esses benefícios para a saúde física, a neurociência comprovou nos últimos anos que o exercício físico é um excelente tratamento para o cérebro.
Já dispomos de inúmeras evidências no meio científico de que a atividade física não só mantém os neurônios saudáveis por mais tempo como propicia também o nascimento de novos neurônios na região do cérebro chamada hipocampo, melhorando, assim, a memória e o aprendizado e reduzindo o risco do aparecimento de algumas doenças.
Cito como exemplo a doença de Alzheimer que, no Brasil tem crescido rapidamente e, segundo o censo IBGE 2000, estima-se a prevalência da doença em 1,2 milhões de pacientes, com a incidência de 100 mil novos casos por ano.
Os indivíduos afetados evoluem para quadros de total dependência e necessitam de tratamento domiciliar envolvendo o cuidado de familiares e amigos. O tratamento é altamente dispendioso e produz para o seu cuidador desgastes emocional, psicológico e financeiro.
Essa doença, também conhecida como demência é caracterizada por afetar o hipocampo, reduzindo o número de neurônios dessa região. Entretanto, se o indivíduo se exercita, o risco de desenvolver a doença é reduzido ou pelo menos adiado, em função da reserva maior de neurônios introduzida no cérebro pela atividade física.
Por outro lado, apesar de tantos benefícios que a atividade física proporciona ao ser humano, os dados estatísticos ainda apontam para modestos índices relacionados à prática de exercícios físicos.
Segundo dados da Vigitel de 2010, das 27 cidades brasileiras estudadas, apenas 14,9% da população adulta faz atividade física no tempo livre, sendo o percentual maior no sexo masculino (18,6%) do que no sexo feminino (11,7%). O critério adotado para essa pesquisa foi embasado nas recomendações internacionais do WHO 2004, onde preconiza a adoção de pelo menos 30 minutos de atividade física diária, de intensidade leve a moderada, como a caminhada, por exemplo, em 5 ou mais dias da semana ou a prática de pelo menos 20 minutos diário de atividade física de intensidade vigorosa em 3 ou mais dias da semana.
Seguindo essa linha de raciocínio e ainda levando-se em conta o alto custo do tratamento médico para as doenças que podem ser evitadas com a prática regular de atividades físicas, parece não fazer sentido a existência de um grande percentual de brasileiros que ainda não a incluíram na sua rotina diária. Essa reflexão, então, me leva a concluir que há uma necessidade eminente de mudança no comportamento da população, mas ainda faltam ações governamentais e um trabalho pesado de divulgação e esclarecimentos por meio da mídia e das escolas.

Texto: Profa. e Personal Trainer Paula Cavalcante
São Paulo
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=O1J8rrkATMk

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